quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Memória, Amizade & Saudade.

Juntas crescemos, juntas brincámos, dançámos, sorrimos, juntas chorámos, gritámos, “aparvalhámos”, juntas divertimo-nos. Juntas sonhámos também. Partilhámos histórias, contámos segredos, fizemos promessas, jurámos que não contaríamos a ninguém, prometemos ainda ser para sempre e que nunca acabaria. Não foi para sempre, mas também não acabou.

O para sempre é um tempo infinito. E o acabar é finito no tempo. Não sei como nem porquê. Não sei o que se passou, aconteceu, esqueceu ou faltou.
Sei que se perdeu. E hoje, sinto falta dela. Falo da nossa amizade, claro.
Já tentei arranjar formas de a recuperar. De voltar ao antigamente. Impossível. Não seria a mesma coisa.

Tu seguiste em frente, eu também. Mas seguimos caminhos diferentes. Criámos novos amigos e amigas. Passámos a ver as coisas de maneira diferente. Aprendemos, crescemos, amadurecemos e já não mais somos crianças.

Hoje, escrevo pela primeira vez aquilo que realmente sinto. Ao fim de anos, escrevo sem olhar para trás. Nas tintas me estou para os erros ortográficos ou para a qualquer sentido que este texto não faça. Incongruente, confuso e antagónico. Não me importa. É o que sinto. E o que sinto? O que hoje resta? É a Saudade.

Não a saudade de ser criança, porque os anos passam, é a lei da vida. Mas a Saudade de continuar a crescer. A crescer contigo. Hoje tenho em mim presente a Saudade de dançar, cantar, brincar, sorrir, chorar, gritar. Saudade de contigo partilhar histórias, contar segredos e de jurar não contar a mais ninguém. Tenho Saudade, não de prometer, mas de tentar que seja para sempre. Tenho Saudades tuas. Fazes-me falta.

Tenho memória e por isso jamais esqueço. É triste pensar que nos afastamos e abandonamos algo único e importante. Deixamos á mercê a autenticidade e a sinceridade da nossa Amizade. Não quisemos saber. Sinto-me triste.

Não te peço que voltemos ao que éramos. Tão pouco quero ser a tua amiga “nº1”. Não faria sentido.
Porém, para mim se há coisa que arde é um “se” ou um “não resolvido”, tal como a nossa Amizade ficou.

Podes até nem querer saber, não responder ou esquecer. Contudo, eu? Eu estive, estou e sempre estarei aqui, ausente mas presente. Ao pé de ti. Para te dar a mão, para te limpar as lágrimas, ou apenas para sorrir contigo.
E sabes porquê? Porque quando as pessoas deixam a sua marca e são importantes para mim, são MESMO.

E tu sabes o que és para mim e a marca que deixas-te.

Adoro-te LIAV


PS. É o que sinto e tive que o dizer.

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