Em que, ainda que por breves instantes, nos fartamos de sonhar, desejar, de querer e não ter. Cansamo-nos de pensar se aquela pessoa tem ou não saudades, se adormece ou acorda connosco no pensamento.
Depois de todas as acções, palavras e gestos, apercebemo-nos que já não mais temos força e pujança para continuar, as armas com que lutávamos já não servem.
No fim, só nos sobra mesmo a convicção de que nada ficou por dizer e fazer. Resta-nos a certeza de que os sonhos não se perderam, apenas se corroeram no silêncio do tempo.