quinta-feira, 16 de agosto de 2012

No fundo são só 2 meses no meio de doze. Ou neste caso, de nove e uns dias!


Cada dia que passa é uma contagem decrescente para o fim de Agosto.
Já vamos no 16. Precisamente a meio. O coração aperta.
Não que goste muito deste mês e vá ficar triste por ele morrer. Na verdade, é talvez dos meus meses mais odiados.
Cérebros completamente queimados do sol, pessoas estouvadas sem nexo a trepar pelo asfalto sem saber em que direção seguir, confusão pelo país fora, quer na mercearia do Ti' Jaquim, quer na praia ou no café da esquina. Enfim... é aquele típico "querido mês de Agosto" que tantos gostam e poucos odeiam.
A seguir vem Setembro. Oh Setembro..! Esse sim, dos meus meses preferidos, se não for mesmo o eleito!
São o fim das férias, o regresso às aulas, matar as saudades dos amigos, começar a pensar na rotina diária que ficara adormecida durante os chamados meses de verão, todo um ar que se renova e que nos faz respirar com outro brilho no olhar! E claro...o mês do meu aniversário, só por isso ganha logo pontos aos onze restantes!
Desde miúda que me lembro de, todos os anos, adorar o mês de Setembro, era o fim de "muita coisa", mas o inicio de tantas outras coisas! Era um bom mês!
No entanto, acho que este ano se vai juntar ao Agosto, na categoria dos meses mais abominados. Não há regresso às aulas, não há o iniciar da rotina adormecida, não há ar a renovar-se. Há nervosismo por uma rotina nova que se aproxima, há um aperto e temor pelo desconhecido e um odio profundo à quantidade de horas que o dia tem. 24. Não vão chegar.
Na realidade, nunca achei piada aquela lengalenga do - “O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem." – Não tem lógica, não faz sentido, e acima de tudo, não me traz o tempo de ter tempo, nem me faz com que o tempo seja mais tempo do que aquele tempo que na realidade é. Porque o tempo é… nem sei o que ele é. Mas sei o que pode significar, e muito sinceramente, gostava de o vir a ter.

Enfim, acredito que posso ser mais forte do que isto.
Somos mais fortes do que isto!



 “The end!”

Sem comentários:

Enviar um comentário