Cada dia que passa é uma contagem decrescente para o fim de
Agosto.
Já vamos no 16. Precisamente a meio. O coração aperta.
Não que goste muito deste mês e vá ficar triste por
ele morrer. Na verdade, é talvez dos meus meses mais odiados.
Cérebros completamente queimados do sol, pessoas
estouvadas sem nexo a trepar pelo asfalto sem saber em que direção seguir,
confusão pelo país fora, quer na mercearia do Ti' Jaquim, quer na praia ou no
café da esquina. Enfim... é aquele típico "querido mês de Agosto" que
tantos gostam e poucos odeiam.
A seguir vem Setembro. Oh Setembro..! Esse sim, dos
meus meses preferidos, se não for mesmo o eleito!
São o fim das férias, o regresso às aulas, matar as
saudades dos amigos, começar a pensar na rotina diária
que ficara adormecida durante os chamados meses de verão, todo um ar
que se renova e que nos faz respirar com outro brilho no olhar! E claro...o mês
do meu aniversário, só por isso ganha logo pontos aos onze restantes!
Desde miúda que me lembro de, todos os anos,
adorar o mês de Setembro, era o fim de "muita coisa", mas
o inicio de tantas outras coisas! Era um bom mês!
No entanto, acho que este ano se vai juntar ao Agosto, na categoria dos meses mais abominados. Não há regresso às aulas, não há o iniciar da rotina adormecida, não há ar a renovar-se. Há nervosismo por uma rotina nova que se aproxima, há um aperto e temor pelo desconhecido e um odio profundo à quantidade de horas que o dia tem. 24. Não vão chegar.
No entanto, acho que este ano se vai juntar ao Agosto, na categoria dos meses mais abominados. Não há regresso às aulas, não há o iniciar da rotina adormecida, não há ar a renovar-se. Há nervosismo por uma rotina nova que se aproxima, há um aperto e temor pelo desconhecido e um odio profundo à quantidade de horas que o dia tem. 24. Não vão chegar.
Na realidade, nunca achei piada aquela lengalenga do - “O tempo
pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem. O
tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem."
– Não tem lógica, não faz sentido, e acima de tudo, não me traz o tempo de ter
tempo, nem me faz com que o tempo seja mais tempo do que aquele tempo que na
realidade é. Porque o tempo é… nem sei o que ele é. Mas sei o que pode
significar, e muito sinceramente, gostava de o vir a ter.
Enfim, acredito que posso ser mais forte do que
isto.
Somos mais fortes do que isto!
“The end!”
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