quinta-feira, 19 de março de 2009

Péssimo Dia ou Dia Péssimo?!

Para ser sincera, neste momento, o que menos me assalta a mente é esta questão do ‘dia péssimo ou do péssimo dia’.
Na realidade "foi um dia para esquecer"!
Como se já não fosse suficientemente bom entrar às nove da manhã, sair às seis da tarde, ter cerca de três horas livres para deambular (ou pastar, como queiram) na faculdade e ter um Senhor Professor (que adora o que faz e tem imenso prazer em dar aulas) que dá uma aula de três horas seguidas, ainda acresce o facto de não haver transportes para casa!

Eu elucido. Como pessoa da linha que sou, demoro cerca de uma hora e quarenta e cinco minutos (escrevi por extenso para o choque não ser tão grande) a chegar a Lisboa, mais concretamente á Cidade Universitária. De manhã sofro horrores por estar com os olhos ainda semi-serrados devido ao sono que é muito (não gente promíscua, não é dos ácidos), e á tarde venho morta de cansaço com um único objectivo: chegar a casa. Pois hoje deparei-me com um cenário bastante agradável... Cheguei á linha do metro (amarela) e eis senão quando me informam de que a mesma estava avariada e como tal não se poderia usufruir do (péssimo) conforto que este meio de transporte nos proporciona. Posto isto, vi-me obrigada a ir a pé até ao Campo Grande (onde há correspondência com a linha verde!) para puder seguir viagem.

Depois deste incidente que me deixou deveras chateada segui caminho e apanhei o comboio. Até ali e apesar de tudo o que já havia sucedido parecia estar tudo a correr bem. Parecia. E parecia porquê? Porque quando o comboio onde a minha pessoa ia bastante mal instalada (hora de ponta é horrível, acreditem) decide ter ou um colapso cardíaco, ou tirar umas férias, ou fazer uma greve, ou… não sei! O que é certo é que parou no meio do nada, ou melhor, entre a estação de Paço de Arcos e a de Santo Amaro de Oeiras durante aproximadamente 20 minutos.

Conclusão: No que diz respeito ao metro, uma pessoa decidiu por um fim á vida. E no que concerne ao Comboio uma pessoa á vida decidiu por um fim.

Conselho: Como pessoa jovem que sou e sobretudo como utilizadora diária destes transportes aconselho qualquer um que se queira aniquilar a ponderarem tal acto. Pensem duas vezes, consideram os prós e os contras de tal acontecimento. Não ponham fim á vida. Ou pelo menos não nas linhas do metro, não nas linhas do comboio, porque depois quem se lixa sou eu. Tenham pena de mim, imploro.
Desde já, permitam-me que vos deixe algumas sugestões de formas e locais bem mais animados para cessarem as vossas (miseráveis, suponho eu!) vidas; atirem-se de uma ponte (os peixes agradecem uma refeição diferente), experimentem por a cabeça numa guilhotina (carne picada é bom!), atravessem a 2º Circular ou a auto-estrada (é melhor a auto-estrada, conheço quem já tenha atravessado a 2ª circular e ainda assim tenha chegado inteiro á faculdade!), experimentem projectar-se de um 17ª andar (sempre tive curiosidade em saber qual é a sensação de voar, depois digam-me!) , molhem as mãos e experimentem ir de seguida arranjar a tomada da sala (garanto que o vosso penteado fixa melhor do que se usarem shockwaves), enfim… poderia alvitrar mil e uma coisas que não seriam suficientes!
Isto porque está luzente que as criaturas continuam a optar pela velha moda das linhas do metro e do comboio.

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