
A culpa da desilusão é a ilusão. Não te iludas, para não te desiludires.
Quando julgas que tudo vai ser diferente, cais da cama e acordas.
Por vezes pergunto-me; "De que nos vale sonhar?"
Não interessa. Aliás, nada interessa quando se gosta de alguém. Quando nos apaixonamos por alguém. Mas não há coisa pior do que amar e não ser amado. Não há nada pior do que um amor não correspondido. É nisso que consiste a injustiça deste mundo.
Por mim, só nos devíamos apaixonar por quem por nós fosse apaixonado. "Gostas de mim? Então eu também gosto de ti." Não seria tudo muito mais fácil? E não seria tudo muito menos sem piada também? Claro...
Sou tão incongruente. Contraditória. Antagónica e faço de uma coisa simples a coisa mais complexa deste universo. Mas porquê? Porque o meu próprio coração assim o é também.
Porém, há sentimentos, há amores platónicos, coias novas, coisas velhas, há coisas feias, coisas bonitas, mundos utópicos, há pessoas novas, brincadeiras, ilusões e desilusões, há sorrisos!
Há estórias e histórias. Há abraços, beijos, há um céu, sonhos, uma lua, estrelas, há desejos e "gosto de ti"! E aqui está o problema. Começa a mistura de sentmentos.
A amizade com o amor. O amor com a raiva. A raiva com a revolta. A revolta com o ódio. O ódio com o amor. E o amor com a amizade. É um ciclo vicioso, onde o ódio e o amor vivem que nem almas gémeas. Porque entre eles apenas existe uma pequena película transparente que se faz passar muitas vezes por uma estóica e firme barreira de cimento.
Mas não se pode culpar a vida. Eu não culpo o destino. E tanto quanto isso, também acredito nas voltas que a vida dá. Porque os anos, os meses, as semanas, os dias, as horas, os minutos e os segundos passam. E eu, eu continuo aqui. À espera de um sinal, algo que me faça ver que estás realmente atento ao que digo e faço. Um sinal que demonstre que afinal nao partis-te. Um sinal que mostre que nos vamos encontrar um dia.
Por isso, eu acredito que tudo o que parece não puder ser possível ou real por todas as "mil e uma" razões. Aquelas que muitas vezes criamos sem sequer pensar no que se pode seguir. Tantas quanto aquelas que no fim, só mesmo no fim de tudo nos hão-de juntar e fazer de nós um só.
Sim, aquele um diferente em muito, mas para sempre UM.
~ Pura ilusão.
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