terça-feira, 6 de outubro de 2009

Doa o que doer.

Dói? Afinal não dói assim tanto. É certo que já doeu mais. Mas também não é menos verdade que já doeu menos. Mas afinal porque dói? Porque é que dói tanto? Não sei. Mas sei de uma coisa. Era melhor que não doesse. Mas também, doer é bom. Ou não é? Significa que sentimos. Faz-nos sentir vivos. Pensando bem, é melhor que doa. A dor abre-nos os olhos. Mas também nos fecha o coração. Mas é bom sentir. E agora? É bom sentir assim tanto? Sentir ao ponto de doer? Afinal é melhor que não doa. Não quero chorar. Mas eu choro imenso. Dói tanto ter o coração fechado. Dói deixar o amor entrar. Mas ainda dói mais barrar a sua entrada á porta do coração. E a saudade? Dói tanto sentir saudade. Mas sentimos, estamos vivos. Por ela sim, eu choro. Mas chorar faz limpar a alma. E isso é bom. Mas também faz doer. E isso já é mau. Afinal não quero, não quero mesmo que doa. Gosto de amar, mas sem doer. Mas o ser ingénua não ajuda. Assim a verdade dói mais. Mas a verdade dói sempre. Mas sonhar e acreditar? Dói? Não! Sonhar não dói nada e acreditar muito menos. Mas dói quando caímos da cama e nos apercebemos de que foi só um sonho. Isso sim, dói muito. Mas afinal o que é que não dói? Até dói escrever isto. Mas doer é sentir. E o amor sente-se. Bem, mas eu já me decidi. Doa se tiver que doer, e doa o que doer, eu Amo-te. Tenho um coração enorme. Há espaço para ti e para muita gente. E sentir por sentir, mais vale o amor do que a dor. Espera, mas o amor também é dor. Não importa. Tudo dói na vida. E se tiver que doer ainda mais para aprender que dar sem receber é para tontos. Então que doa até mais não. Mas estou desfeita. Dói-me o coração. Dói-me a alma. Dói-me a mente. Mas amar é inerente a doer. E arriscar? Arriscar também faz doer? Pois então eu arrisco. Por ti eu arrisco, Doa o que Doer.

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