Já tentei esquecer pessoas inesquecíveis.
Substituir pessoas insubstituíveis.
Não tentar e partir para outra.
Também já blasfemei que nunca mais.
Que nunca mais me queria apaixonar.
E depois?
Apaixonei-me ainda mais!
Não obstante, continuo escolher lutar comigo mesma.
Na tentativa de ter, e não ter.
Elejo o perpétuo conflito interior, que me pronuncia “quero e não quero”.
Ontem, queria. Mas não tinha.
Hoje não quero, e posso ter.
Amanhã vou estar tão certa de que estou viva, assim como de que quero.
E tu, vais estar certo de que sim.
De que a minha certeza não mais é do que uma incerteza disfarçada.
E de que não. Terrores e inquietações não.
E depois?
Depois, ontem já era tarde.
Acreditem.
Tiro no escuro é o mesmo que arriscar.
Eu tenho a minha arma.
Falta-me as tuas trevas.
Pode ser difícil de lembrar mas é impossível de esquecer.
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